OS PRIMEIROS DENTES 3 DE 4

Caiu, bateu, partiu o dente, ou…

 O seu filho começou a dar os primeiros passos, já anda e, por maiores que sejam os cuidados, é muito provável que hoje ou amanhã venha a cair. Numa dessas quedas bateu com um dente, ficou a sangrar da gengiva, o dente caiu, ou lascou.

Não é um drama. Se depois da queda as gengivas e os dentes lhe parecerem bem e a criança não tiver dores, talvez não seja necessário consultar o dentista. Se o dente estiver mole marque uma consulta, ele pode acabar por cair e a criança engoli-lo.

criança começa a andar


E saiba que pode:

  •   O Bebé quebrou um bocado do dente

Coloque o bocado do dente em soro fisiológico, em leite ou água filtrada e leve-o ao dentista talvez para uma restauração.

  • A gengiva sangrou

Muna-se de um pedaço de gaze humedecida e faça alguma pressão no local por alguns minutos, até parar de sangrar. Coloque ou passe um bocado de gelo no local para evitar o inchaço. Se o sangramento é abundante é melhor ir ao médico. Nos primeiros dias não dê alimentos duros à criança. Se passado alguns dias notar alguma diferença nas gengivas ou nos dentes, ou sintomas de infeção, inchaço ou sensibilidade, então é melhor ir ao médico.

  •  O dente entrou na gengiva

Lave, desinfete bem as mãos e tente puxar o dente para fora. Se o dente entrou completamente na gengiva é melhor ir ao odontopediatra.

  •  O dente saiu do lugar mas não caiu

Desinfete bem as mãos e coloque o dente no seu lugar. Se fizer isto no momento não dói. Não dê alimentos duros ao seu filho.

  • O dente caiu

Desinfete as mãos. Pegue no dente pela coroa sem tocar na raiz, meta-o em leite, em soro fisiológico ou água filtrada e vá de imediato ao dentista. Ele tentará recolocar o dente no seu lugar.

Primeiro molar, cuidado a redobrar

 Por volta dos seis anos inicia-se um período de grandes mudanças. Chega o primeiro molar e começa a substituição dos dentes de leite pelos definitivos.

Como o primeiro molar não vem substituir nenhum dente é possível que a sua chegada até passe despercebida. Mas este “senhor”, o primeiro dente permanente, importante para o posicionamento dos outros dentes, exige cuidados especiais em higiene oral. Encontra-se mais escondido, num lugar de acesso mais difícil para ser lavado e a sua superfície superior é mais propensa a reter os alimentos, logo a provocar cáries.

Num período aproximado de seis meses dá-se a substituição dos dentes de leite pelos permanentes e os últimos a nascer são os do siso, o que acontecerá que por volta dos 18 anos. E assim fica completa a equipa com 32 dentes, 16 na arcada superior e 16 na inferior. Estas equipas não contam com suplementes, daí o interesse de cuidar dos seus jogadores. Talvez esta seja uma das poucas exceções à regra “não há ninguém insubstituível”, pelo menos para já.

Dente Molar

Idas ao dentista

 A 1ª visita

O pediatra do seu filho pode zelar pelos seus primeiros dentes e só em caso de considerar necessário aconselhar uma visita ao odontopediatra.

As visitas obrigatórias e regulares ao dentista devem começar por volta dos 2 ou 3 anos, idade em que a criança completou a dentição de leite.

Não aguarde um problema dentário para a primeira visita a um odontopediatra. É importante que a criança não vá a uma primeira consulta numa situação de crise e com dores, para não passar a associar o odontopediatra a mau estar ou situações dolorosas.

Nesta primeira consulta o odontopediatra vai avaliar os hábitos alimentares, a higiene bocal e eventualmente dar sugestões sobre os cuidados a ter. Mas não é só, nesta consulta será feito o diagnóstico do alinhamento dos dentes, prevenindo problemas futuros

 A frequência

A assiduidade das consultas resulta da avaliação que o dentista faz caso a caso. Por regra, e o desejável é manter as consultas de rotina todos os seis meses. Mas no caso de a criança ter uma alimentação que favoreça o aparecimento de cáries, de não conseguir abandonar a mamada noturna ou caso apresente manchas esbranquiçadas nos dentes, que podem indicar excesso de flúor ou serem sinal de cárie, o dentista pode recomendar consultas mais assíduas.

Consulte também: 

Dentes de leite 1 de 4

Dentes de leite 2 de 4

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OS PRIMEIROS DENTES 2 DE 4

“Não existe melhor cura que a prevenção”

Se a importância dos dentes de leite é inquestionável, como vimos anteriormente, os cuidados a dispensar-lhes são, igualmente, importantes já que, como afirma Sandro Kretus, poeta contemporâneo porto-alegrense, “Não existe melhor cura que a prevenção”.

Convictos da justeza do poeta e de que o conhecimento gera cuidados, deixamos algumas pistas para que através da prevenção se possam evitar os prejuízos da correção.

MENINA COM BONS DENTES
  • Mamar ao meio da noite

Quanto mais cedo acabar com a mamada ao meio da noite melhor para os dentes de leite. A lactose fica por mais tempo a fermentar na boca, criando as condições ideais para o desenvolvimento de cáries. Além da produção de saliva, protetor natural contra as cáries, diminuir durante a noite facilitando o trabalho das bactérias.

  •  Mastigar é preciso

Mastigar é preciso. Por volta dos três anos as crianças já devem comer de tudo. Os alimentos que exigem maior mastigação ajudam a desenvolver os maxilares e massajam as gengivas. A mastigação colabora para o posicionamento correto dos dentes, promove a auto limpeza e na fase da dentição mista a mastigação é fundamental para a absorção da raiz dos dentes de leite e para estimular a erupção dos dentes definitivos;

  • Prudência com os doces

Chicletes, bolos, chocolate, gomas, entre demais guloseimas, estão no tope das preferências dos nossos filhotes e para mal dos nossos pecados são o número um do ranking dos alimentos que provocam mais cáries. Pretender tudo abolir é impossível mas controlar é viável.

  • É melhor comer doces uma vez  que várias vezes ao dia, assim como fazem pior doces pegajosos do que doces secos, por estes últimos ficarem menos agarrados aos dentes.
  • Refrigerantes fugir a sete pés

Para além de provocarem cáries, muitos dos refrigerantes contêm substâncias ácidas desgastando e corroendo o esmalte dos dentes. O melhor é não dar a provar para que o gosto e o hábito não se instalem.


Higiene oral sempre

 Reza o ditado que “De pequenino é que se torce o pepino” e este saber popular assenta como uma luva à higiene oral. Além do exemplo, os pais devem ocupar-se da limpeza da boca do bebé desde cedo, a começar quando ainda dorme no berço.

  • Até aos seis, sete meses a limpeza pode ser feita com uma dedeira ou com uma gaze molhada. Há uma corrente que aconselha mesmo a limpar as gengivas do bebé depois das mamadas, mesmo quando ele ainda não tem dentes, contrapõe outra não ser necessário porque as bactérias não têm como se desenvolver sem uma superfície dura onde se possam fixar.
  • Mas desde o primeiro dente acabaram-se as brincadeiras. Agora é a sério, toca a limpar e o recomendado é depois de todas as refeições. Com uma escova ou com uma gaze o importante é limpar bem todas as faces visíveis do dente, não esquecendo a língua, superfície onde as bactérias se alojam facilmente.
  • Até cerca dos seis anos a escovagem dos dentes deve ser efetuada ou completada pelos pais. Ainda bem se a criança quer ser ela própria a lavar os dentes, mas como ainda não tem o controlo motor suficiente o pai ou mãe devem dar o acabamento.
  • Após o início da fase escolar é desejável que a criança já escove os dentes sozinha e que o hábito esteja instalado de pedra e cal. Mas a supervisão nas escovagens da manhã e da noite é indispensável.Como já referimos a higiene da noite é a mais importante, durante a noite diminui a salivação e com ela a resistência às bactérias.
  • Crie um bom escovador. Um escovador persistente e meticuloso, que não deixe frincha sem escova. Conte uma história de polícias e ladrões, de escova e bactérias e assuma o papel de inspetor chefe. E ao fim de três meses, depois de tanta perseguição, dê a merecida reforma à escova.
LAVAR OS DENTES

Escova e escovar os dentes

  • A escova deve ser macia ter um tamanho adequado à boca da criança e um cabo comprido e anatómico;
  • A escova deve ser lavada, sacudida após o uso e substituídos todos os três meses;
  • A pasta dentífrica, nos primeiros anos, não deve ter flúor. A criança ainda não sabe cuspir nem bochechar acabando por engolir, ingerindo mais flúor que o recomendado;
  • Se não encontrar uma pasta sem flúor não se preocupe. Utilize apenas a escova de forma correta e será o suficiente;
  • Quando a criança já souber cuspir, geralmente por volta dos dois três anos, já pode utilizar uma pasta com uma pequena quantidade de flúor e uma quantidade idêntica ao do grão de uma ervilha;
  • A escovagem dos dentes deve durar no mínimo 2 minutos;
  • Mantenha a escova num ângulo de 45º;
  • Escove as superfícies dos dentes, inferiores e superiores, voltados para as bochechas;
  • Depois escove as superfícies internas dos dentes superiores e inferiores;
  • Em seguida escove as áreas de mastigação;
  • E por último escove a língua para eliminar as bactérias, que nela se alojam, e manter um hálito fresco.

Maus hábitos

É natural e mesmo uma necessidade para a criança chupar no dedo ou na chupeta. A sucção é um instinto natural da criança, mais acentuada para a que não é amamentada, e a criança não deve ser privada disso.

Estes movimentos são, porém, bem diferentes dos movimentos para sugar o peito materno, não favorecem da melhor forma o desenvolvimento dos músculos e dos ossos faciais prejudicando a mastigação, a deglutição e fala. Uma preocupação para pais e odontopediatras.

Hábitos que podem provocar:

  • Arcada muito estreita ou muito aberta;
  • Favorecer a mordida cruzada;
  • Alterar o formato do palato;
  • Impelir os incisivos para a frente.

Estes problemas agravam-se com a frequência dos hábitos, a intensidade e a duração podendo vir a provocar situações ortodônticas graves nos dentes permanentes.

Bebé com chupeta

Como minimizar os riscos

O uso da chupeta é preferível ao chupar no dedo. Não só pela sua forma como, também, será mais fácil controlar a sua utilização e desabituar a criança no momento necessária. O dedo está sempre à mão de semear e mesmo a dormir o bebé pode chupá-lo, enquanto a chupeta pode ser retirada pelos pais a partir do momento que adormece.

O ideal é que a criança se desabitue a partir dos dois anos, embora se a utilizar até aos três, máximo quatro anos, os eventuais problemas ortodônticos ainda possam ser corrigidos.

Entretanto e para reduzir os riscos quer de más formações quer de uma habituação profunda devemos ter em consideração:

  • A escolha de uma chupeta ortodôntica;
  • Controlar o seu uso. Não oferecer a chupeta por dá cá a quer palha;
  • Evitar que a chupeta esteja sempre à mão do bebé;
  • Se o bebé chupar no dedo tentar dar-lhe a chupeta ou dar-lhe qualquer coisa para ocupar as mãos;
  • Tirar a chupeta quando a criança adormece.

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OS PRIMEIROS DENTES 1 DE 4

 
“Grande é a poesia, a bondade e as danças…
Mas o melhor do mundo são as crianças,”

Para fazer jus às palavras do Poeta dedicamos às crianças e aos jovens um espaço particular na nossa clínica dentária, que se estende da receção, onde criamos um espaço lúdico-pedagógico, ao gabinete de Odontopediatria.

CONSULTÓRIO DE ODONTOPEDIATRIA

MOTIVAR PARA A HIGIENE ORAL

Para cativar e motivar crianças e  jovens procuramos criar um ambiente atrativo e centrado nos seus interesses para que sintam confiantes e descontraídos. Para que a vinda ao odontopediatra seja um prazer, facilitando a consciencialização e a motivação para a importância da saúde oral, de forma a garantir uma dentição perfeita e evitar problemas futuros.

 A tarefa de motivar a criança para a higiene oral é um trabalho da competência conjunta de pais e ortodontistas. Deve começar com o aparecimento do primeiro dente e, com uma boa dose de amor e paciência, prolongar-se até que os hábitos recomendados, como a escovagem dos dentes, sejam adquiridos e entrem na rotina quotidiana da criança. E se por volta dos três anos o seu filho ou filha, por iniciativa própria, lavarem os dentes depois das refeições e obrigatoriamente de manhã e à noite, felicite-se pois bem merece os louros da vitória.

A DENTIÇÃO DA CRIANÇA

A dentição da criança é em tudo idêntica à do adulto apesar de só contar com 20 dentes em lugar dos habituais 32.

E será por volta dos seis meses que o sorriso, sol da sua vida, que lhe é bem familiar apresentará o primeiro dentinho do seu bebé. A notícia merece destaque de primeira página, entra na agenda de avós, tios e amigos e dá lugar a festa familiar. Os germes são os “amigos” inseparáveis, e desde as primeiras semanas de gestação que marcam a sua presença.

Depois dos incisivos centrais inferiores, por volta dos 6 meses, é a vez da aparição aos:

  • 7 Meses - Incisivos laterais inferiores,
  • 7 Meses e meio - Incisivos centrais superiores,
  • 9 Meses - Incisivos laterais superiores,
  • 12 Meses - Primeiros molares inferiores,
  • 1 Ano e 2 meses: - Primeiros molares superiores,
  • 1 Ano e 4 meses - Caninos inferiores,
  • 1 Ano e meio - Caninos superiores,
  • 1 Ano e 8 meses - Segundos molares inferiores,
  • 3 Anos - Segundos molares superiores


 A PRIMEIRA IDA AO DENTISTA

 O odontopediatra é o especialista da saúde oral das crianças, a vertente curativa e preventiva estão de mãos dadas e apesar de alguns tratamentos serem iguais aos dos adultos há também tratamentos exclusivos.

A primeira consulta deve acontecer o mais tardar por volta dos dois anos, à condição que a dentição da criança seja seguida pelo pediatra. Ele decidirá se há necessidade ou não de uma consulta de odontopediatria mais cedo.

SERÁ O 1º DENTE?

A fase inicial de aparecimento de dentição é geralmente marcada por um mau estar, desconforto e choros do bebé e os principais sintomas incluem:

  • Irritação do bebé quando o dentinho está para nascer, porque a pressão do dente na gengiva provoca comichão e desconforto;
  • A gengiva muda de aparência quando o dente está para nasce e podem surgir pequenos pontos roxos, hematomas, mais comuns na região dos molares;
  • A erupção do dente causa comichão e desconforto mas o bebé não sente dor, nem a gengiva sangra. Também é normal haver um aumento de saliva, embora também possa ser sinal de maturação das glândulas salivares;
  • É possível e normal que haja um aumento ligeiro da temperatura, mas que é sempre passageiro. Se perdurar consulte o pediatra. Podem ocorrer diarreias por o bebé meter as mãos à boca frequentemente e poder ser contaminado ou também por coincidir com a transição do leite materno para as papinhas.

Para ajudar o bebé a aliviar o mau estar dê-lhe um objeto para morder, um anel de dentição, para acalmar as gengivas irritadas. Massajar a gengiva com o dedo ou uma dedeira de silicone, também o aliviará, para além de pomadas ou soluções analgésicas.

A IMPORTÂNCIA DOS DENTES DE LEITE

 Não se pode pensar ou dizer que os dentes de leite não são importantes:

  •  Eles são fundamentais para a criança adquirir as funções de mastigação;
  • A primeira dentição contribui para o desenvolvimento de uma arcada harmónica;
  • Têm um papel importante no desenvolvimento da fala;
  • A perda dos dentes de leite, antes do tempo, pode criar dificuldades na articulação de certas palavras;
  • O dente de leite é um guia para a erupção do dente permanente;
  • A perda precoce dos dentes de leite pode originar más oclusões na dentição permanente.

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